sábado, 18 de outubro de 2014

Web 4 library




No já «clássico» artigo What is web 2.0?, Tim O’ Reilly (2005) considera que o funcionamento da web 2.0 se assemelha ao do cérebro humano, com as hiperligações da rede a funcionarem como se de sinapses se tratassem. A web 2.0 é, por isso, o resultado de uma «inteligência colectiva» (a expressão é de Pierre Lévy) e nela o utilizador é, simultaneamente, consumidor e produtor de informação. Este novo modelo implica maior interação e maior dinamismo dos utilizadores (Furtado, 2009; Maness, 2007) e «o uso das ferramentas participativas da web social maximiza a missão educativa da biblioteca e dos bibliotecários, no que se refere ao estímulo à leitura, escrita e investigação» (Furtado, 2009, p.139).

Neste contexto, caracterizado pela quantidade e diversidade da informação, a par da possibilidade de difusão e de reprodução sem limites, «a biblioteca precisa encarar o desafio de abandonar o paradigma patrimonial e custodial, para se tornar numa rede multimídia de informação» (Furtado, 2009, p.137). O professor bibliotecário terá, assim, de acompanhar esse devir tecnológico. Cabe-lhe liderar o movimento de integração das tecnologias da web 2.0 no acesso à informação, na transformação dessa informação em conhecimento e na renovação da praxis pedagógica.

Ora, e apesar de muitas BE já recorrerem às ferramentas da web 2.0, é preciso que o estádio da sua utilização não permaneça centrado numa atitude unilateral. Como salienta Furtado (2009, p.135) nas BE, em Portugal, há o recurso aos blogues mas estes caracterizam-se pela escassez de comentários, por parte dos utilizadores. Serão essas BE bibliotecas 2.0. Não, porque, a web 2.0 é, acima de tudo, «uma atitude e não tecnologia”. (Davis, 2005, citado por Furtado, 2009, p.138). Se o movimento de partilha de informação ainda é de sentido único, não há a criação de uma inteligência coletiva.

Concluindo, a web 2.0 tem como pressuposto fundamental o trabalho colaborativo. Por este motivo, ela é, hoje, um importante recurso pedagógico, à disposição de todos os professores e, particularmente, dos professores bibliotecários. Assim, o trabalho colaborativo, com recurso à web 2.0, na promoção das literacias, no apoio ao curriculum, na implementação de projetos e na gestão assume-se como um grande desafio para estes serviços e para os professores bibliotecários. A Biblioteca 2.0 será, assim, centrada no utilizador, recorre a vários media, é rica socialmente e comunitariamente inovadora (Maness, 2007, p.49).

Eis alguns passos dados (ainda tímidos) na minha biblioteca, em direção a uma Biblioteca 2.0:

> atualização diária do blogue
> criação de um perfil no Facebook
> criação de um espaço no website do agrupamento
> disponibilização do catálogo on-line
> utilização de QR codes em cartazes, a remeterem para as plataformas digitais da BE.

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Referências bibliográficas:


Furtado, C. C. (2009). Bibliotecas escolares e web 2.0: revisão da literatura sobre Brasil e Portugal. Em Questão,v.15, n.ᵒ 2, Porto Alegre, pp. 135-150.

Maness, J. M. (2007). Teoria da biblioteca 2.0: as suas implicações para as bibliotecas. Informação & Sociedade: Estudos, v.17, n. ᵒ1, pp. 43-51.

O’Reilly, T. (2005) What is web 2.0 [On-line]. Retirado de http://oreilly.com/pub/a/web2/archive/what-is-web-20.html?page=1 Acesso em: 18 out. 2014




segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Não leiam isto!

A biblioteca apresenta-se | ESMTG

Este vídeo pretende apresentar algumas valências disponibilizadas pela biblioteca da escola secundária Manuel Teixeira Gomes. Para além disso, assume-se como um trabalho exploratório das possibilidades oferecidas pelo editor de vídeo do YouTube. Apesar de ser uma ferramenta muito básica, permite adicionar efeitos de transição, entre as imagens, a inserção de texto, a formatação da fonte selecionada, a personalização das cores da barra onde o texto aparece e a inserção de um registo áudio, a partir da lista disponível. Possibilita, ainda, que se realizem algumas alterações às imagens selecionadas e a inclusão de vídeos. O vídeo, intitulado «A biblioteca apresenta-se», inclui, no final, algumas das fotos de grupo, tiradas, neste ano letivo, aquando da atividade de acolhimento aos alunos do 10.º ano de escolaridade. Foi uma descoberta interessante.


A importância da leitura | euronews, learning world

A importância da leitura | Euronews, learning world

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Aprendizagem invisível - síntese

Aprendizagem invisível


Considerei interessante esta sequência sobre «aprendizagem invisível». Cada vez mais, aprendemos sem nos aperceber, enquanto utilizamos as novas tecnologias. Para além disso, elas estarão completamente integradas nas nossas vidas quando deixarmos de ter a noção de que a estamos a usar, tornando-se, assim, mais naturais.