domingo, 19 de outubro de 2014
sábado, 18 de outubro de 2014
Web 4 library
No já «clássico» artigo What is web 2.0?, Tim O’ Reilly (2005) considera
que o funcionamento da web 2.0 se assemelha
ao do cérebro humano, com as hiperligações da rede a funcionarem como se de
sinapses se tratassem. A web 2.0 é,
por isso, o resultado de uma «inteligência colectiva» (a expressão é de Pierre
Lévy) e nela o utilizador é, simultaneamente, consumidor e produtor de informação.
Este novo modelo implica maior interação e maior dinamismo dos utilizadores
(Furtado, 2009; Maness, 2007) e «o uso das ferramentas participativas da web social maximiza a missão educativa
da biblioteca e dos bibliotecários, no que se refere ao estímulo à leitura,
escrita e investigação» (Furtado, 2009, p.139).
Neste contexto, caracterizado
pela quantidade e diversidade da informação, a par da possibilidade de difusão
e de reprodução sem limites, «a biblioteca precisa encarar o desafio de
abandonar o paradigma patrimonial e custodial, para se tornar numa rede multimídia
de informação» (Furtado, 2009, p.137). O professor bibliotecário terá, assim,
de acompanhar esse devir tecnológico. Cabe-lhe liderar o movimento de
integração das tecnologias da web 2.0
no acesso à informação, na transformação dessa informação em conhecimento e na
renovação da praxis pedagógica.
Ora, e apesar de muitas BE
já recorrerem às ferramentas da web 2.0,
é preciso que o estádio da sua utilização não permaneça centrado numa atitude
unilateral. Como salienta Furtado (2009, p.135) nas BE, em Portugal, há o
recurso aos blogues mas estes caracterizam-se pela escassez de comentários, por
parte dos utilizadores. Serão essas BE bibliotecas 2.0. Não, porque, a web 2.0 é, acima de tudo, «uma atitude e
não tecnologia”. (Davis, 2005, citado por Furtado, 2009, p.138). Se o movimento
de partilha de informação ainda é de sentido único, não há a criação de uma
inteligência coletiva.
Concluindo, a web 2.0 tem como pressuposto fundamental
o trabalho colaborativo. Por este motivo, ela é, hoje, um importante recurso
pedagógico, à disposição de todos os professores e, particularmente, dos
professores bibliotecários. Assim, o trabalho colaborativo, com recurso à web 2.0, na promoção das literacias, no
apoio ao curriculum, na implementação
de projetos e na gestão assume-se como um grande desafio para estes serviços e
para os professores bibliotecários. A Biblioteca 2.0 será, assim, centrada no
utilizador, recorre a vários media, é rica socialmente e comunitariamente
inovadora (Maness, 2007, p.49).
Eis alguns passos dados (ainda
tímidos) na minha biblioteca, em direção a uma Biblioteca 2.0:
> atualização diária do
blogue
> criação de um perfil no
Facebook
> criação de um espaço no
website do agrupamento
> disponibilização do
catálogo on-line
> utilização de QR codes em cartazes, a remeterem para as plataformas digitais da BE.
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Referências bibliográficas:
O’Reilly, T. (2005) What is web 2.0 [On-line]. Retirado de http://oreilly.com/pub/a/web2/archive/what-is-web-20.html?page=1
Acesso em: 18 out. 2014
> utilização de QR codes em cartazes, a remeterem para as plataformas digitais da BE.
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Referências bibliográficas:
Furtado, C. C. (2009). Bibliotecas escolares e web
2.0: revisão da literatura sobre Brasil e Portugal. Em Questão,v.15,
n.ᵒ 2, Porto Alegre, pp. 135-150.
Maness, J. M. (2007). Teoria da biblioteca 2.0: as
suas implicações para as bibliotecas. Informação & Sociedade:
Estudos, v.17, n. ᵒ1, pp. 43-51.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
sábado, 11 de outubro de 2014
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
A biblioteca apresenta-se | ESMTG
Este vídeo pretende apresentar algumas valências disponibilizadas pela biblioteca da escola secundária Manuel Teixeira Gomes. Para além disso, assume-se como um trabalho exploratório das possibilidades oferecidas pelo editor de vídeo do YouTube. Apesar de ser uma ferramenta muito básica, permite adicionar efeitos de transição, entre as imagens, a inserção de texto, a formatação da fonte selecionada, a personalização das cores da barra onde o texto aparece e a inserção de um registo áudio, a partir da lista disponível. Possibilita, ainda, que se realizem algumas alterações às imagens selecionadas e a inclusão de vídeos. O vídeo, intitulado «A biblioteca apresenta-se», inclui, no final, algumas das fotos de grupo, tiradas, neste ano letivo, aquando da atividade de acolhimento aos alunos do 10.º ano de escolaridade. Foi uma descoberta interessante.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Aprendizagem invisível
Considerei interessante esta sequência sobre «aprendizagem invisível». Cada vez mais, aprendemos sem nos aperceber, enquanto utilizamos as novas tecnologias. Para além disso, elas estarão completamente integradas nas nossas vidas quando deixarmos de ter a noção de que a estamos a usar, tornando-se, assim, mais naturais.
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